domingo, 25 de agosto de 2013

É hoje amigo torcedor, é hoje!


Por: Fernando Blank


Hoje, ás 15 horas no Estádio Morenão, quando o senhor Ernani Thomaz da Silva, árbitro da partida, ao soar seu apito para a bola rolar entre Operário e Campo Grande, será uma mistura  de turbilhões de sentimentos no maior Estádio da  América Latina.
Simplesmente porque lá naquele gramado não vai estar mais um time do grandioso futebol sul- mato-grossense  vai estar sim neste gramado o maior expoente do futebol do estado, o maior de Mato Grosso do Sul, o mais querido entre os sul- mato-grossenses, o Operário Futebol Clube.
Para muitos ainda o Operário é o Galo da Avenida Bandeirantes, este time que se iniciou com operários da construção civil, em contrapartida da criação do Comercial no hoje Colégio Dom Bosco.
 Como estará pulsando os corações operárianos, que há tempos não vê o Galo numa disputa oficial? Como estarão os corações das donas Marias, Luizão, Alemão e o emblemático Silvão?
Eu, como Fã do sociólogo alemão Max Weber (1864 a 1920), que estudou o comportamento humano em sociedade e suas necessidades individuais e coletivas, só posso ressaltar que a única coisa deste brilhante sociólogo é que hoje o ópio do povo, o futebol, pode fazer quer o feriado do aniversário de Campo Grande possa ser o melhor aniversário já visto ou, o pior feriado de uma segunda-feira.
Conversei com o ex-árbitro de futebol, Getúlio Barbosa de Souza Junior, que antes de ser tornar árbitro, no final dos 60 e início dos anos 70, confessou que era operáriano, e ele nesta época subia em um pé de manga por não ter dinheiro para ir ao estádio para ver Francisco Cesário, hoje o Presidente da FFMS, que jogava no Galo.  Mas hoje este ex-árbitro não tem mais esta paixão devido à profissão que escolheu. E hoje como membro da comissão de árbitros da FFMS, vai ao jogo para analisar quem esta arbitrando a partida.
Perguntei ainda a Barbosa o que representava esta volta do Operário: ele respondeu assim: “nada, porque não tem nada do que tinha nos anos 70, campo para treinar, sede e etc.. e nem a tradição pra mim não representa nada”
Conversei também com um comercialino histórico, o radialista e comunicador Júlio Marcos “o Brejinho”, hoje fazendo sucesso na Rádio Cultura, como comercialino que é, qual foi o maior jogo que já vira do Operário. Para ele foi em 1984, no empate entre Operário 1 x 1 Palmeiras, diz ele “foi no dia que o Morenão tremeu”.
Perdoe-me torcedor do Campo Grande, por aqui só falar praticamente do Galo, mas amanhã, segunda-feira é outra história para contar entre Operário e Campo Grande.
Então até amanhã.




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