segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A QUEDA DO CORINTHIANS

Por: Paulo Vinícius Coelho

Diferente dos rebaixados recentes, o Corinthians caiu porque não tinha jogador. Lembre do Palmeiras de 2002, com Nenê, Arce, Zinho, Leonardo Moura e Dodô. Aquele time caiu porque ninguém se entendia. No Corinthians, o problema foi mais sério. Caiu porque não tinha time.

Gente, como eu, acreditou que daria para escapar pela inestimável contribuição dos adversários. O Goiás, que tanto se esforçou para cair. O Corinthians era pior.Por isso, não podia deixar para a última rodada, no Olímpico. Caiu!Não há boa notícia nisso, nem a percepção clara de que não houve esquema para ajudar os corintianos. Nem para prejudicá-los.

O Corinthians é o sexto grande a cair, depois de Fluminense, Palmeiras, Botafogo, Grêmio e Atlético Mineiro. É a lógica do calendário que junta grandes na expectativa de que todos sejam sempre grandes. Não serão. Mas os grandes, de fato, caem e voltam, e é o que acontecerá com o Corinthians.

Nos anos 80, era diferente, mas o Timão jogou a SEgunda Divisão, a Taça de Prata, calvário do qual era possível se salvar no mesmo ano. Salvou-se e chegou em quarto lugar no Brasileiro da Série A. Vale a lembrança: na Taça de Prata, a Segundona da época, nasceu um dos maiores times da história do Corinthians. A Democracia Corinthiana começou ali. Que o Corinthians renasça grande na Série B.

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