quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

CALDEIRÃO DO ESPORTE (QUEM É O RESONSÁVEL?).


Por: Celso Saraiva
Este texto foi publicado no site:http://www.esportems.com.br/

Os fatos esportivos sempre devem ser analisados com frieza e capacidade analítica, jamais pela emoção e sim com a razão.

Escrevo, não para agradar esse ou aquele, não sou de cobrir o sol com a peneira. Desejo que o leitor pense, pondere e participe. Não abro mão de minhas convicções.Também não tenho procuração em defender ninguém.

Algumas das funções dos veículos de comunicação são, informar, acompanhar, garantir e trabalhar para que todo o cidadão brasileiro tenha o direito à sobrevivência democrática.Observa-se que, nesse contexto, na área esportiva, são raros os que trabalham na mídia especializada que estão sensíveis a melhora de vida dos torcedores, ( os grandes ausentes) como segurança, conforto e viabilidade de acesso, nos precários e perigosos estádios de futebol.

Ninguém é dono da verdade. O que não se pode é desrespeitar opiniões nem defender condutas que não condizem com o código de ética na sociedade da qual fazemos parte.

Existe um saber que antecede ao raciocínio lógico. Exatamente isso foi o que demonstrou o Reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dr. Manoel Catarino Paes Peró, determinando a interdição do estádio “Pedro Pedrossian” – Morenão – em Campo Grande/MS, a fim de que fossem efetuados estudos sobre as condições da estrutura física da praça esportiva.

Aos poucos, a Lei,o Estatuto do Torcedor começa a ser cumprido e respeitado, causando mudanças na condução do futebol. Disse alguém: “Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado, mas, para ser modificado, precisa ser enfrentado”. Não é hora de vaidades de grupinhos, a união deve prevalecer em todas as etapas da batalha, sozinhos não se vai a lugar nenhum.

Vivemos em um país onde temos nossos direitos e deveres. Agora é preciso saber que o direito de um termina onde começa o outro.

O Brasil não é somente o país do futebol, é também o país dos impensáveis, egoístas, bajuladores e oportunistas. Aqueles que só querem levar vantagens. Estão tratando o futebol como um objeto distanciado da sociedade sul-mato-grossense de consumo, esquecem que o futebol é entretenimento, mas transformou-se em um espetáculo mal trabalhado pelos dirigentes que não tem competência para administra-lo, expondo os cidadãos deste Estado a ficarem indefesos em seus direitos constitucionais, a garantia à vida e à segurança.

Poxa vida! Porque tão poucas pessoas preocupam-se em fazer conexão causa e efeito das tragédias que ocorreram nos estádios brasileiros, não foi só na Fonte Nova(Bahia), aconteceu no Maracanã também. Será que alguém está aprendendo a tirar lições desses acontecimentos vergonhosos?

É muita falta de preparo profissional daqueles que dirigem o nosso futebol, falta visão e ao mesmo tempo são tão ingênuo de não ver que todo o ano tem um campeonato a ser realizado, não tomam o cuidado necessário mínimo, de se organizar e programar um torneio de acordo com os padrões de campos de futebol local. Primeiro que o Estádio “Pedro Pedrossian” não é da Federação de Futebol, isso até uma criança no uso de sua razão sabe.O que existe é amadorismo puro, com exceção de alguns clubes.

Agora vem a pergunta, em caso de um acidente nos estádios. QUEM É O RESPONSÁVEL?
Inicialmente o Código Brasileiro de Justiça Desportiva(CBJD) prevê que cabe à entidade da prática esportiva, no caso concreto o mandante do jogo, responsável em manter o local da realização do jogo com infra-estrutura que garanta plena segurança para realização do evento. Inclusive a prevenção de desordens no estádio(Artigos 211 e 213).

Com relação ao Estatuto do Torcedor este prevê que a segurança nos estádios fica por conta do clube, dirigentes.(Artigos 13,14 e 37).

Mas as responsabilidades vão mais além, envolvem Presidente de Federações, Presidente de Clube, Diretor Técnico da Confederação Brasileira de Futebol(CBF), engenheiros responsáveis pela liberação de laudos.

A tragédia quando envolve morte é considerada homicídio doloso (porque teriam como evitar a tragédia e nada fizeram) culposo (porque não tinham poderes para determinar a interdição do estádio).

Portanto, podemos concluir que, pelo andar da carruagem, há muitos querendo fazer pouco caso da responsabilidade, menos o sensato Reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dr.Manoel Catarino Paes Peró um dos mais respeitáveis e competentes médicos de nossa sociedade.

.(Não poderá ser reproduzido sem a informação da fonte)

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