Por: Jansser Lorimer
Faixa preta 2º Dane professor da Associação Mifune de Judô
O trabalho começou em meados de 2004, com varias parcerias, e a ideia de ministrar aulas voluntariamente para pessoas com deficiências visuais e cegos, se iniciou no Clube Rocha, com a coordenação do prof. Amadeu Dias de Moura Júnior, que também ministrava aula junto comigo.Tivemos o apoio da Federação de Judô de MS.- FJMS, e da advims (Associação de Deficientes Visuais de MS) que cedeu os atletas/alunos.
A princípio tínhamos três alunos totalmente cegos, e sem nenhuma experiência na área do judô. como todo trabalho sério, o começo foi difícil em função de várias razões: falta de uniforme, falta de horário em que se reunissem os alunos, e também não sabíamos exatemente lidar com eles, pois era uma experiência totalmente novas para nós. Ás vezes, tínhamos receio até de conversar com eles, pois poderíamos dizer ou fazer algo que desagradasse, ou até de machucá-los(depois de certa experiência,descobri que seria normal essa atitude pra que não convive diariamente com ele, pois infelizmente a sociedade não esta preparada pra isso).
Porém, havia uma grande vontade de ambas as partes, professores e aluno, empenhados encaramos o desafio.
Conversávamos bastante, pois nós também estávamos aprendendo com eles, e por ser uma turma pequena tínhamos oportunidade de falar bastante sobre as experiência vividas(a deficiência, como ficaram cegos, o convívio em sociedade,etc.) que seriam de grande ajuda em nossas aulas, pois a partir daí o treino/aula rendia mais.
Os receios iam diminuindo, eles nos passavam confiança, e a turma ia aumentando, pois o trabalho passou a ser de grande curiosidade para outros deficientes e eles conseguiram se adaptar muito bem, pois o judô é uma luta corpo a corpo.
Surge então a 1º competição: o Grand Prix de judô para deficientes visuais. A viagem e a competição foram um outro grande aprendizado, sem falar na oportunidade de participar de uma competição de judô nacional.
Ao ver os atletas de outros estados e conhecer o grande campeão, Antônio Tenório (tricampeão paraolimpico) confirmei que não existia judô para deficientes visuais e sim, judô com competições especificas para várias deficiências.A partir dai,titulos que culminou com dois atletas na Seleção Brasileira de judô em 2005.
Atualmente, temos mais clubes trabalhando com deficiências.
Nós continuamos com o apoio da Federação de judô e da Funesp. nem o nosso maior destaque, Michele Ferreira, vice-campeã Mundial atleta que garantiu vaga para o Brasil na categoria "Peso Meio Leve" nas paraolipiadas de Pequim, em 2008, nem o seu técnico, não contam com nenhum patrocínio, além de ajuda de alguns empresários e amigos.
a Associação Mifune de judô de MS, oferece gratuitamente aulas a portadores de deficiência que não têm condições de pagar pelo esporte, independentemente de resultado em competições
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