sábado, 4 de janeiro de 2014

MEU LANCE COM O FUTEBOL

Por: Bianca Cabral Blank

Bianca Cabral Blank - cronista e fotógrafa esportiva 

Minha relação com futebol começou pelas “portas dos fundos”, o que podemos assim supor, não foi muito boa a experiência inicial.

Bem, como toda a carioca, que veio aos 6 anos de idade para Campo Grande, trazia na bagagem um time de coração, o de estrela única, meu querido Botafogo, mas devo afirmar que nunca o acompanhei.

Ao ter meu 1º casamento, encontrei pela frente fervorosos torcedores por times de renome nacional e regional.

A partir daí meu relacionamento foi péssimo com o futebol, assim como é para várias mulheres que conheço. Não entendia a paixão que extravasava do coração daquelas pessoas, naquela época amarga, o futebol só foi motivo de discussão, mau humor, principalmente de minha parte.

Agora confesso, depois de um casamento desfeito, fui logo me envolver (paquerar, namorar, noivar e casar) com um jornalista, “ESPORTIVO”. Pensa eu que construí por 13 anos, um ódio mortal pelo futebol.

Nossa que conflito então surgiu “- ele me chamava, vamos ao estádio”, eu dizia por algumas vezes, “- ai depois eu vou, outro dia eu vou”, mas “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, chegou o dia. E eu fui.....

Os times que jogavam não me lembro, só sei que foi no ano de 2011, no campeonato de 2011. Infelizmente não adquiri ainda a memória de muitos jornalistas, torcedores e dirigentes dos clubes, que sabem, dia, hora, mês, ano nome de jogador que fez o gol pelo seu time. 

Aquele dia foi interessante, pois meus sentidos estavam aguçados, na audição, os gritos e a festa da torcida, cada momento do jogo era marcante. Engraçado que enquanto os torcedores chegavam, apesar da quantidade grande no dia, o silêncio a principio era quase sepulcral, mas não durava muito não, pois a festa começava antes mesmo dos jogadores adentrarem o campo.

Ainda em relação aos sentidos, os cheiros eram marcantes, a pipoca com queijo, ia longe levar o sabor do espetáculo ali montado.

Mas, em um dos jogos que fui, ficou claro a vibração por um time. O Morenão estava bem cheio, e camisas coloradas se faziam presentes em todos os espaços da arquibancada.

Nossa que dia, foi nele que entendi um pouco da paixão dos torcedores, do empenho dos jogadores e do trabalho dos jornalistas, repórteres, narradores que ali estavam, que aqui devo enaltecer se esforçam e muito para o futebol do estado, principalmente dos times da capital não esmorecer.

Neste dia todos meus sentidos foram aguçados, meu braço arrepiou, cantei com a torcida comercialina, e ai ocorreu meu lance com o futebol.

Devo dizer, que não entendo muito bem, das regras, das funções dos jogadores, mas senti na pele a paixão, o “ópio do povo”, como bem meu esposo sempre falava para mim.

Então, amigos e amigas, meu compromisso, percebi é de tentar aos poucos entender o futebol e suas regras, mas principalmente contar, narrar as emoções dos apaixonados pelo futebol de Mato Grosso do Sul. 

Nenhum comentário: