Por: Bianca Cabral Blank
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| Bianca Cabral Blank - cronista e fotógrafa esportiva |
Minha relação com futebol
começou pelas “portas dos fundos”, o que podemos assim supor, não foi muito boa
a experiência inicial.
Bem, como toda a carioca,
que veio aos 6 anos de idade para Campo Grande, trazia na bagagem um time de
coração, o de estrela única, meu querido Botafogo, mas devo afirmar que nunca o
acompanhei.
Ao ter meu 1º casamento,
encontrei pela frente fervorosos torcedores por times de renome nacional e regional.
A partir daí meu
relacionamento foi péssimo com o futebol, assim como é para várias mulheres que
conheço. Não entendia a paixão que extravasava do coração daquelas pessoas,
naquela época amarga, o futebol só foi motivo de discussão, mau humor, principalmente
de minha parte.
Agora confesso, depois de um
casamento desfeito, fui logo me envolver (paquerar, namorar, noivar e casar)
com um jornalista, “ESPORTIVO”. Pensa eu que construí por 13 anos, um ódio
mortal pelo futebol.
Nossa que conflito então surgiu
“- ele me chamava, vamos ao estádio”, eu dizia por algumas vezes, “- ai depois
eu vou, outro dia eu vou”, mas “água mole em pedra dura tanto bate até que
fura”, chegou o dia. E eu fui.....
Os times que jogavam não me
lembro, só sei que foi no ano de 2011, no campeonato de 2011. Infelizmente não
adquiri ainda a memória de muitos jornalistas, torcedores e dirigentes dos
clubes, que sabem, dia, hora, mês, ano nome de jogador que fez o gol pelo seu
time.
Aquele dia foi interessante,
pois meus sentidos estavam aguçados, na audição, os gritos e a festa da torcida,
cada momento do jogo era marcante. Engraçado que enquanto os torcedores
chegavam, apesar da quantidade grande no dia, o silêncio a principio era quase
sepulcral, mas não durava muito não, pois a festa começava antes mesmo dos
jogadores adentrarem o campo.
Ainda em relação aos
sentidos, os cheiros eram marcantes, a pipoca com queijo, ia longe levar o
sabor do espetáculo ali montado.
Mas, em um dos jogos que fui,
ficou claro a vibração por um time. O Morenão estava bem cheio, e camisas
coloradas se faziam presentes em todos os espaços da arquibancada.
Nossa que dia, foi nele que
entendi um pouco da paixão dos torcedores, do empenho dos jogadores e do trabalho
dos jornalistas, repórteres, narradores que ali estavam, que aqui devo
enaltecer se esforçam e muito para o futebol do estado, principalmente dos
times da capital não esmorecer.
Neste dia todos meus
sentidos foram aguçados, meu braço arrepiou, cantei com a torcida comercialina,
e ai ocorreu meu lance com o futebol.
Devo dizer, que não entendo
muito bem, das regras, das funções dos jogadores, mas senti na pele a paixão, o
“ópio do povo”, como bem meu esposo sempre falava para mim.
Então, amigos e amigas, meu
compromisso, percebi é de tentar aos poucos entender o futebol e suas regras,
mas principalmente contar, narrar as emoções dos apaixonados pelo futebol de
Mato Grosso do Sul.

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