terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ato de contravenção

CALDEIRÃO DO ESPORTE ( ATO DE CONTRAVENÇÃO)

por: Celso Saraiva
Este texto foi publicado no site:www.esportems.com.br

CALDEIRÃO DO ESPORTE ( ATO DE CONTRAVENÇÃO)Dezesseis ou dezoito agremiações futebolísticas, Prefeitos dos municípios representados no Estadual, empresários do esporte e mais a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (Francisco Cezário da Silva), aí está a “ TROPA DE ELITE” que irá rasgar o Regulamento da competição deste ano, desrespeitando os dez clubes que concordaram em assiná-lo e assumindo o ato de violação do ESTATUTO DO TORCEDOR principalmente nos artigos 5 e 10. Confira o que diz e as sanções previstas neles:CAPÍTULO IIDA TRANSPARÊNCIA NA ORGANIZAÇÃOArt.

5o São asseguradas ao torcedor a publicidade e transparência na organização das competições administradas pelas entidades de administração do desporto, bem como pelas ligas de que trata o art. 20 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998.Parágrafo único.

As entidades de que trata o caput farão publicar na internet, em sítio dedicado exclusivamente à competição, bem como afixar ostensivamente em local visível, em caracteres facilmente legíveis, do lado externo de todas as entradas do local onde se realiza o evento esportivo:I - a íntegra do regulamento da competição;II - as tabelas da competição, contendo as partidas que serão realizadas, com especificação de sua data, local e horário;III - o nome e as formas de contato do Ouvidor da Competição de que trata o art. 6o;IV - os borderôs completos das partidas;V - a escalação dos árbitros imediatamente após sua definição; eVI – a relação dos nomes dos torcedores impedidos de comparecer ao local do evento desportivo.

CAPÍTULO IIIDO REGULAMENTO DA COMPETIÇÃOArt. 10. É direito do torcedor que a participação das entidades de prática desportiva em competições organizadas pelas entidades de que trata o art. 5o seja exclusivamente em virtude de critério técnico previamente definido.§ 1o Para os fins do disposto neste artigo, considera-se critério técnico a habilitação de entidade de prática desportiva em razão de colocação obtida em competição anterior.§ 2o Fica vedada a adoção de qualquer outro critério, especialmente o convite, observado o disposto no art. 89 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998.

§ 3o Em campeonatos ou torneios regulares com mais de uma divisão, será observado o princípio do acesso e do descenso.§ 4o Serão desconsideradas as partidas disputadas pela entidade de prática desportiva que não tenham atendido ao critério técnico previamente definido, inclusive para efeito de pontuação na competição.

Estes artigos acham-se sujeitos a fiscalização pelo Ministério Público, as sanções vão desde a suspensão por seis meses dos seus dirigentes como a destituição dos mesmos.Estranho o comportamento da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul em assumir tal atitude e mais ainda será dos clubes filiados àquela entidade, sempre se curvando ante os regulamentos e critérios mal elaborados das competições levando essas agremiações a atravessarem uma crise financeira e técnica enorme, sendo precocemente eliminados do Campeonato Brasileiro da Série/C. Com isso vem o desmanche nos clubes, o desemprego seja entre os jogadores, treinadores e até mesmo na crônica esportiva.

Quantidade nem sempre traduz qualidade. E no futebol com o transcorrer de uma longa competição como se pretende com 16 ou 18 clubes essa quantidade irá pessar no retorno do torcedor aos estádios, principalmente nos finais de semana. Lembrando que não estarão em jogo apenas os confrontos futebolísticos, mas os financeiros, administrativos, estruturais, como a qualidade dos estádios a segurança não só dos torcedores mais mídia esportiva.

Lamento que ainda estejamos neste estágio do favoritismo. O absurdo tornou-se normal.

O desrespeito pretendido contra o Estatuto do Torcedor, ultrapassará os limites do bom-senso e a “TROPA DE ELITE” não sabe diferenciar o que é erro indescupável de falha.

“ Quem aceita o mal sem protestar, coopera realmente com ele”. Martin Luther King.

Judô para deficientes visuais

Por: Jansser Lorimer
Faixa preta 2º Dane professor da Associação Mifune de Judô

O trabalho começou em meados de 2004, com varias parcerias, e a ideia de ministrar aulas voluntariamente para pessoas com deficiências visuais e cegos, se iniciou no Clube Rocha, com a coordenação do prof. Amadeu Dias de Moura Júnior, que também ministrava aula junto comigo.Tivemos o apoio da Federação de Judô de MS.- FJMS, e da advims (Associação de Deficientes Visuais de MS) que cedeu os atletas/alunos.

A princípio tínhamos três alunos totalmente cegos, e sem nenhuma experiência na área do judô. como todo trabalho sério, o começo foi difícil em função de várias razões: falta de uniforme, falta de horário em que se reunissem os alunos, e também não sabíamos exatemente lidar com eles, pois era uma experiência totalmente novas para nós. Ás vezes, tínhamos receio até de conversar com eles, pois poderíamos dizer ou fazer algo que desagradasse, ou até de machucá-los(depois de certa experiência,descobri que seria normal essa atitude pra que não convive diariamente com ele, pois infelizmente a sociedade não esta preparada pra isso).

Porém, havia uma grande vontade de ambas as partes, professores e aluno, empenhados encaramos o desafio.

Conversávamos bastante, pois nós também estávamos aprendendo com eles, e por ser uma turma pequena tínhamos oportunidade de falar bastante sobre as experiência vividas(a deficiência, como ficaram cegos, o convívio em sociedade,etc.) que seriam de grande ajuda em nossas aulas, pois a partir daí o treino/aula rendia mais.

Os receios iam diminuindo, eles nos passavam confiança, e a turma ia aumentando, pois o trabalho passou a ser de grande curiosidade para outros deficientes e eles conseguiram se adaptar muito bem, pois o judô é uma luta corpo a corpo.

Surge então a 1º competição: o Grand Prix de judô para deficientes visuais. A viagem e a competição foram um outro grande aprendizado, sem falar na oportunidade de participar de uma competição de judô nacional.

Ao ver os atletas de outros estados e conhecer o grande campeão, Antônio Tenório (tricampeão paraolimpico) confirmei que não existia judô para deficientes visuais e sim, judô com competições especificas para várias deficiências.A partir dai,titulos que culminou com dois atletas na Seleção Brasileira de judô em 2005.

Atualmente, temos mais clubes trabalhando com deficiências.
Nós continuamos com o apoio da Federação de judô e da Funesp. nem o nosso maior destaque, Michele Ferreira, vice-campeã Mundial atleta que garantiu vaga para o Brasil na categoria "Peso Meio Leve" nas paraolipiadas de Pequim, em 2008, nem o seu técnico, não contam com nenhum patrocínio, além de ajuda de alguns empresários e amigos.

a Associação Mifune de judô de MS, oferece gratuitamente aulas a portadores de deficiência que não têm condições de pagar pelo esporte, independentemente de resultado em competições

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Perguntar ofende?

por:Juca Kfuri

Quem faz papel mais ridículo: a ex-bandeirinha Ana Paula Oliveira ao se filiar ao PCdoB sem fazer a menor idéia do que seja o comunismo ou o PCdoB filiá-la apenas para ter mais um nome notório em suas desgastadas fileiras?

Será que o episódio com Ademir da Guia não foi o suficiente?
Domingo, 21 de Outubro de 2007
Quase Campeão
por: Joel Silva
A mudança de postura tática do São Paulo ajudou a definir a partida na segunda etapa.
O Cruzeiro marcou a saída de bola no primeiro tempo e complicou a transição do time de Muricy, da defesa para o ataque.
Investir nas bolas longas não era alternativa para a equipe, sem Aloísio, suspenso. Quando ultrapassava a marcação cruzeirense, o São Paulo não conseguia enxergar seus atacantes.
Dagoberto e Leandro se movimentavam muito, mas mantinham o time distante do gol defendido por Fábio.
O Cruzeiro, com um grupo muito jovem, precisa de mais tempo, precisa amadurecer. Dorival Júnior escalou a equipe no 4-4-2 e terminou melhor a primeira etapa, que teve muita ação no meio-de-campo e pouca atividade dos goleiros.
No segundo tempo, o São Paulo voltou bem distribuído no ataque. Subiu a marcação, ocupou o campo defensivo do Cruzeiro e soube jogar pelos lados do campo.
Souza, numa partida apenas razoável, avançou mais pela direita com Leandro e Dagoberto bem posicionados.
O Cruzeiro, mais frágil na marcação, não marcou com o mesmo empenho e permitiu a chegada tricolor ao ataque.
O empate, no entanto, não seria um placar injusto.
Sem muitas opções no banco de reservas, Muricy acreditou em Diego Tardelli, que entrou aos 23 minutos e fez a jogada do gol aos 24, para Jorge Wagner definir a partida e colocar os dedos que faltavam na taça de campeão brasileiro de 2007.
Rogério Ceni não é diferenciado. Ainda.

Por FELIPE SANTOS
O fundamentalismo dos são-paulinos, que não aceitam comentários mais ponderados sobre Rogério Ceni, me preocupa. Bem como os comentários invejosos dos torcedores de outros times.
E já sei que levarei lambadas das duas vertentes. Algumas serão agressivas e desrespeitosas. Me entristece, mas democracia é pluralidade de opiniões, não prevalência de um conceito. E vamos à idéia que tenho do marido de Sandra:
Rogério Ceni, aos meus olhos, ainda não é diferenciado.
Significa dizer que ele é um jogador ordinário ?
Não, nem de longe.
Rogério é o melhor goleiro do Brasil há pelo menos quatro anos. E está entre os quinze melhores do planeta, se não estiver entre os dez. Não chama a atenção por suas defesas exatamente por ser um goleiro sóbrio, com senso de colocação extraordinário (quando é que ele fez um milagre espalhafatoso ? Qual a última vez que tomou um frango ?). Mereceu como poucos a indicação para a Bola de Ouro da revista France Football. Além de nunca ter ofendido os rivais – jogadas de medalha de vice à parte, já que todos erram.
Para que não restem dúvidas a respeito do meu apreço pelo camisa 1 do São Paulo, digo que, fosse hoje Marcelo e não Felipe o arqueiro do Corinthians, adoraria que ele fosse corintiano. Digo que o considero equivalente a Buffon. Digo que ele é muito melhor do que o português Ricardo, que tanto sucesso fez na Copa da Alemanha. Digo até, com o coração sangrando, que ele, hoje, supera de longe Van der Sar, mesmo que o holandês seja um de seus inspiradores, no tocante a jogar com os pés. Digo até que não acho que ele seja arrogante, hoje. Pode até ter sido, mas não mais.
Vou mais longe: acho levianas as críticas de gente predisposta a falar mal do filho de seu Eurides, dizendo coisas ridículas como "ele é ruim porque ajoelha ao sair do gol", "ele é presepeiro", "joga para a torcida" e, injustiça das injustiças, cometendo o mesmo erro de Milly Lacombe, ao dizer com todas as letras que ele forjou a proposta do Arsenal. Ninguém sabe o que aconteceu ao certo, portanto comentários a respeito são precipitados.
Porém, apesar de ser um goleiro soberbo, fora do comum, ainda é um goleiro.
Dizem que ele é diferenciado por saber bater faltas e pênaltis de modo quase indefensável.
Ora, se é assim, Higuita já era diferenciado, Chilavert já era diferenciado, o alemão Hans-Jörg Butt já era diferenciado, Ortiz já era diferenciado...
Ceni foi o goleiro que mais gols fez na história do futebol ? Sim. E já merece palmas por isso. Mas ele ampliou uma seara já aberta por outros.
Aí, dizem que ele é diferenciado por saber jogar com os pés, quase sendo como um líbero, além de fazer lançamentos cirúrgicos.
Ao que digo: jogar bem com os pés é item indispensável a todo e qualquer goleiro que queira vencer no futebol moderno. E o será cada vez mais.
Não quero, de maneira alguma, dar a entender que Rogério é um barrigudo peladeiro de várzea.
Todavia, ainda me parece faltar aquele "fato", aquele "a mais", aquilo que, se feito, só o terá sido por Rogério e por mais ninguém. Falta uma única coisa.
Só me juntarei ao coro dos que consideram Rogério diferenciado quando ele fizer um gol com a bola rolando.
E sem que ele esteja jogando na linha – aí, acharei desrespeito demasiado para com os outros times.
Difícil ? Muito. Talvez esteja exigindo demais.
Mas ele não é ótimo nos fundamentos de linha ? Não tem habilidade para tentar ? Ele não é Rogério Ceni, não um goleiro comum, como se gabam justamente os tricolores ?
Não poderia ser feita uma eventual triangulação-surpresa com os meias ? Ou então ele não poderia sair da área, driblar todo mundo e fazer um tento que ficaria na memória de todos ?
Se Rogério já alcançou o nível que alcançou fazendo coisas que outros guarda-metas já fizeram, imagine se ele fizesse um gol de bola rolando ?
Se, e quando, o moço de Pato Branco fizer isso, prometo ser o primeiro a saudar Rogério Ceni como um goleiro diferenciado.