sexta-feira, 16 de novembro de 2007

CADÊ O BOM SENSO!

CALDEIRÃO DO ESPORTE

Por: Celso Saraiva
este texto foi publicado no site: http://www.esportems.com.br/

Em coluna publicada há dias intitulada “ATO DE CONTRAVENÇÃO”, chamou-se atenção para a atitude desrespeitosa da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul com os seus clubes filiados e à Lei 10.671, de 15/05/2003, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor, assim como, das conseqüências de tal fato ao promover a inclusão de quatro clubes da Série/B na divisão principal sem o critério técnico à habilitação conseguida em campo.

O Campeonato Estadual passará a contar com 18 clubes, quando por direito deveria ser com 12 agremiações, alguns, entram pelas portas da bajulação e não por competência dentro do campo e como manda a lei, o futebol, pela paixão que arrebata e a popularidade exercida, será sempre usado para certos “sabidos” se promoverem, principalmente quando se avizinha época de eleição,realmente a profissionalização do futebol ainda não chegou definitivamente neste Estado.

Mesmo porque, deveria passar primeiro pelos gestores do esporte, depois pelos dirigentes de clubes que são medrosos e se assustam com o conjunto, sem perceber que o medo está ligado diretamente à burrice.Faz tempo que a palavra ética deixou de figurar em nosso dia-a-dia, onde está o compromisso por escrito assumido no início do ano com os clubes? O respeito merecido no tratamento com as agremiações e os seus torcedores? Quer dizer que a Ata do arbitral/2007 assinada pelas agremiações não vale nada? A luta pelo rebaixamento é perda de tempo e dinheiro? Se o rebaixamento acabou, não pode haver campeão.

O critério serve para baixo e para cima, o futuro do Campeonato de Mato Grosso do Sul/2008, sem planejamento estratégico e bom senso apresenta-se sombrio, sem perspectiva de mudanças na conduta dos clubes e dirigentes, é notória a incompetência da Federação de Futebol para planejar e administrar campeonatos, correr atrás de recursos e proteger seus filiados. É um desastre!

Cada vez mais há necessidade de renovação de dirigentes que se encontram dentro de um sistema viciado, inibindo a ascensão de novos administradores, boicotando idéias novas, por que não deixar os demais membros da diretoria cuidar da parte operacional da entidade, dando-lhes liberdade e autonomia?Os erros do passado não foram vistos, analisados e nem refletidos, a fim de que fossem tomadas decisões importantes e inteligentes que influenciariam diretamente nas próximas competições estaduais.

Para retornarmos a potencialidade e credibilidade, fundamental como primeiro passo é colocar profissional sério e competente nos lugares certos, não é justo continuarmos vivendo futebolisticamente nesse estado de penúria e autoritarismo.

Diz o ditado: o pior cego é aquele que vê e finge que não vê, atitude tomada constantemente por alguns dirigentes de clubes do nosso futebol, assemelhando-se a “bois de presépio”.

A dificuldade do ser humano em conviver com a diferença de doutrina, raça, ideologia e valores, infelizmente tem sido a causa da intolerância, principalmente por aqueles que se julgam os donos exclusivos das verdades. E essa intolerância e arrogância são a causa de todos os conflitos.

Esta coluna tem como intuito divulgar, defender a correição dos rumos do esporte, sempre na busca incansável pela preservação, resgate dos seus valores, zelando pela sua ética.

Vamos usar o bom senso, afinal do jeito que está, parece que temos também por aqui o Hugo Chávez do Pantanal.

Nenhum comentário: