quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Só o Corinthians não se ajudou

Por: Juca Kfouri

Num jogo tenso como tinha de ser e com a Fiel tentando jogar mais que o time, o Corinthians dominou o primeiro tempo, mas teve apenas uma chance de gol, numa cabeçada de Fábio Ferreira bem defendida por Cássio, aos 28 minutos.

Só que as melhores oportunidades foram criadas pelo Vasco.

Aos 18 minutos, por exemplo, Morais fuzilou pela esquerda, Felipe defendeu apenas parcialmente e a bola entraria não fosse o o ex-vascaíno Fábio Braz tirá-la perto da linha fatal.

No último minuto, Felipe teve de se virar duas vezes no mesmo contra-ataque carioca.

Primeiramente ao espalmar um chute cruzado de Leandro Amaral, pela direita e, depois, ao tirar com o pé o rebote que sobrou para arremate de Guilherme.

O 0 a 0 era justo, mas ruim para ambos.

Enquanto isso, no Mineirão, o Galo saía na frente do Goiás, com Marinho, aos 24, num jogo equilibrado e apenas sofrível.

Ao fazer a linha de impedimento, no entanto, em cobrança de falta por Paulo Baier, o Galo sofreu o empate, na cabeçada bem desviada por Harison, aos 28.

O placar também era justo e melhor para o Goiás.

Em Floripa, em jogo que o blog não acompanhou, Figueira e Timbu ficavam no 0 a 0.

E vieram os segundos tempos de mais sofrimento para os alvinegros paulistas e esmeraldinos goianos.

Logo aos 3 minutos, o menino Éverton, que joga muito mais que Gustavo Nery, deu o gol para Arce, que chutou por cima, miseravelmente.

Aos 5, Éverton, que não foge do pau como Gustavo Nery, pegou um belo chute de fora da área, mas por cima.

Aliás, pelo lado direito, Amaral também, mostrava muito mais serviço do que o estabanado Iran.

Mas o 0 a 0 permanecia, para desespero corintiano.

E Leandro Amaral, aos 10, exigiu nova intervenção, sem maiores dificuldades, de Felipe.

A Fiel empurrava, mas o time, muito limitado como se sabe, não conseguia transformar o apoio em superioridade.

Na hora agá, a finalização saía fraca ou torta ou ambas as coisas.

E tecnicamente, sem dúvida, por mais que seja nenhuma maravilha, ao contrário, o Vasco é melhor.

Aos 19, Alan Kardec recebe o cruzamento de Guilherme, cabeceia, a bola ainda desvia em Fábio Ferreira e o Vasco fazia 1 a 0.

Em Belo Horizonte, o Galo dominava, mandava bola na trave, mas não desempatava e ainda corria riscos nos contra-ataques goianos.

O Corinthians voltava à Z-R, atrás do Goiás, e o Vasco entrava na Sul-Americana, assim como o Figueirense, que fazia 1 a 0 no Náutico.

Nelsinho em vez de tirar Arce em péssima noite e tentar algo com o tosco Clodoaldo, tirou Amaral e botou Heverton em campo.

Danilinho botava o Galo na frente, aos 30, e tirava o Corinthians da Z-R outra vez.

Vampeta entrava em campo no Pacaembu, no lugar de Carlos Alberto. Que situação!

Marinho fazia 3 a 1, aos 34, para o Galo, que cumpria sua parte.

O Náutico se salvava, mesmo com a derrota, já por 2 a 0 para o Figueira.

O Corinthians que vai ao Olímpico enfrentar o Grêmio, o Goiás que recebe o Inter e o Paraná Clube que vai a São Januário enfrentar o Vasco, deixavam para a última rodada para não cair.

Em São Paulo, Dentinho dava lugar a Wilson.

O Corinthians errava tudo e Leandro Amaral só não aumentou porque Felipe, para variar, evitou.

A Fiel bem que tentou, mas não há quem faça o time corintiano jogar.

Aos 39, Wilson ainda acertou a trave do Vasco, num lance isolado.

Vampeta errava passe em cima de passe, caricatura do Corinthians 2007, que merece cair, por mais que os outros o ajudem.

O Galo, por exemplo, ainda fez 4 a 1 com Éder Luís neste péssimo Goiás.

Que é até capaz de perder para o Inter no Serra Dourada para deixar o Corinthians na Primeira Divisão, se o Paraná não ganhar do Vasco.

Porque é óbvio que o Grêmio ganhará do Corinthians, que aos 44 viu Fábio Braz perder gol na cara de Cássio.

Corinthians de várzea, usando gandula para atrapalhar contra-ataque do Vasco.

Uma lástima!

Uma vergonha...

Que ironia: o Corinthians depende do Inter, aquele, de 2005...

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